XXVI Talhas azeite branco antão vaz perrum roupeiro xisto solo granítico alentejo vila alva
Este vinho recupera a antiga tradição de guarda de vinho sob azeite, quando apenas existiam talhas para armazenar vinho para consumo ao longo do ano.
Após fermentar e estagiar 6 meses na talha, uma cuidada seleção de vinho foi retirada da “mãe” - massas vínicas - e estagiou numa talha pezgada, durante um ano, coberto por uma camada de azeite.
O resultado é algo verdadeiramente especial que nos transporta para outros tempos.
Localização das vinhas - Freguesia de Vila Alva
Idade Média das vinhas - 30 anos
Tipo de solo - Xistoso, granítico, pouco fértil
Produtividade média - 3 toneladas/ha
Data da vindima - Marcada após controlos de maturação, dia 6 de Setembro de 2020
Vindima - Manual, em recipientes de pequena capacidade
Vinificação - Desengace total e ligeiro esmagamento. Fermentado com maceração e contacto com as massas durante quatro meses em talhas de barro, sem controlo de temperatura e com leveduras indígenas. Não foi submetido a qualquer processo de filtração nem estabilização.
A filtração ocorre apenas através da passagem do líquido pelas massas presentes na talha.
Fermentação - Resulta do lote de duas talhas, uma com capacidade fermentativa aproximada de 700 litros e outra com capacidade de 600 litros.
Castas - Antão vaz, Perrum e Roupeiro
Cor - Dourada
Aroma - Frutos secos, fumo e pez (cera de abelha e resina)
Sabor - Início de boca seco, boa acidez com final de boca muito longo.
Info do produtor :
No coração do Baixo Alentejo existe uma tradição com mais de dois mil anos — e que nunca deixou de ser praticada.
O vinho fermenta em talhas de barro, como já acontecia no tempo dos romanos.
A XXVI Talhas nasce precisamente para preservar e dignificar essa herança.
Localizado em Vila Alva, no concelho de Cuba, o projeto integra a região do Alentejo, numa zona historicamente ligada à produção de Vinho de Talha.
A XXVI Talhas foi fundada por 4 primos todos de Vila Alva que decidiram honrar o seu património vínico e a tradição de fazer vinho de talha. O nome “XXVI” refere-se às 26 talhas centenárias recuperadas na adega original — peças históricas que continuam hoje em plena atividade.
Durante décadas, a vinificação em talha sobreviveu quase exclusivamente como tradição doméstica em Vila Alva. O projeto XXVI Talhas surge com o propósito de:
Recuperar a adega tradicional da vila
Restaurar talhas históricas
Produzir vinho segundo o método ancestral
Levar o Vinho de Talha ao mercado contemporâneo com rigor técnico.
O método é simples na teoria — mas complexo na execução.
Na vinha:
Seleção de castas tradicionais alentejanas como Antão Vaz, Roupeiro, Perrum, Trincadeira e Moreto
Vindima manual
Uvas colhidas no ponto de maturação equilibrada
Na adega:
Fermentação com películas dentro das talhas de barro
Maceração prolongada
Sem controlo artificial de temperatura
Prensa manual tradicional no final da fermentação
Estágio natural até ao São Martinho (11 de novembro), data histórica da abertura das talhas
O barro permite micro-oxigenação natural, contribuindo para vinhos com:
Estrutura marcada
Textura envolvente
Perfil aromático terroso e autêntico
Identidade profundamente ligada ao território
Mais do que um estilo, trata-se de um património cultural reconhecido oficialmente como método tradicional do Alentejo.
Para profissionais, representa autenticidade histórica com consistência moderna.
Para consumidores, oferece uma experiência sensorial diferente, genuína e memorável.
Descubra o vinho como era feito há dois milénios — mas com precisão contemporânea.
Explore as colheitas da XXVI Talhas.
Prove o barro, o tempo e a tradição.
Conheça o Alentejo na sua forma mais ancestral.
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