Mestre Daniel Talha XV tinto tinta grossa talhas XXVI monovarietal monocasta
O Mestre Daniel - Talha XV foi produzido em uma talha de barro com uva proveniente de uma pequena parcela de quase apenas Tinta Grossa. Numa região famosa pelos vinhos brancos, sempre foi muito apreciado pelos mais antigos o vinho tinto desta casta, também carinhosamente tratada como
“tinta da nossa”.
Esta parcela plantada pelo mestre Daniel está localizada na encosta de uma pequena serra, a cerca de 300 metros de altitude e com excelente exposição solar, produzindo vinhos com grande concentração.
Localização das vinhas - Freguesia de Vila Alva
Idade Média das vinhas - 40 anos
Tipo de solo - Granítico, pouco fértil
Produtividade média - 3 toneladas/ha
Data da vindima - Marcada após controlos de maturação, dia 8 de Setembro de 2023
Vindima - Manual, em recipientes de pequena capacidade
Vinificação - Desengace total e ligeiro esmagamento. Fermentado com maceração e contacto com as massas durante quatro meses em talhas de barro, sem controlo de temperatura e com leveduras indígenas. Não foi submetido a qualquer processo de filtração nem estabilização.
A filtração ocorre apenas através da passagem do líquido pelas massas presentes na talha.
Fermentação - Talha única com capacidade fermentativa de cerca de 1000 litros.
Castas : Tinta Grossa
Cor - Rubi
Aroma - Fruta preta madura, compota e algum terroso.
Sabor - Elegante, taninos presentes mas redondos apesar da juventude. Final de boca longo e equilibrado.
Info do produtor :
No coração do Baixo Alentejo existe uma tradição com mais de dois mil anos — e que nunca deixou de ser praticada.
O vinho fermenta em talhas de barro, como já acontecia no tempo dos romanos.
A XXVI Talhas nasce precisamente para preservar e dignificar essa herança.
Localizado em Vila Alva, no concelho de Cuba, o projeto integra a região do Alentejo, numa zona historicamente ligada à produção de Vinho de Talha.
A XXVI Talhas foi fundada por 4 primos todos de Vila Alva que decidiram honrar o seu património vínico e a tradição de fazer vinho de talha. O nome “XXVI” refere-se às 26 talhas centenárias recuperadas na adega original — peças históricas que continuam hoje em plena atividade.
Durante décadas, a vinificação em talha sobreviveu quase exclusivamente como tradição doméstica em Vila Alva. O projeto XXVI Talhas surge com o propósito de:
Recuperar a adega tradicional da vila
Restaurar talhas históricas
Produzir vinho segundo o método ancestral
Levar o Vinho de Talha ao mercado contemporâneo com rigor técnico.
O método é simples na teoria — mas complexo na execução.
Na vinha:
Seleção de castas tradicionais alentejanas como Antão Vaz, Roupeiro, Perrum, Trincadeira e Moreto
Vindima manual
Uvas colhidas no ponto de maturação equilibrada
Na adega:
Fermentação com películas dentro das talhas de barro
Maceração prolongada
Sem controlo artificial de temperatura
Prensa manual tradicional no final da fermentação
Estágio natural até ao São Martinho (11 de novembro), data histórica da abertura das talhas
O barro permite micro-oxigenação natural, contribuindo para vinhos com:
Estrutura marcada
Textura envolvente
Perfil aromático terroso e autêntico
Identidade profundamente ligada ao território
Mais do que um estilo, trata-se de um património cultural reconhecido oficialmente como método tradicional do Alentejo.
Para profissionais, representa autenticidade histórica com consistência moderna.
Para consumidores, oferece uma experiência sensorial diferente, genuína e memorável.
Descubra o vinho como era feito há dois milénios — mas com precisão contemporânea.
Explore as colheitas da XXVI Talhas.
Prove o barro, o tempo e a tradição.
Conheça o Alentejo na sua forma mais ancestral.
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